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É provável que esta não seja a sua primeira viagem
de avião, este meio altamente seguro de transporte,
inventado por um brasileiro. Disso, tenho certeza,
você tem pleno conhecimento, mas, faço-lhe uma
pergunta: Você já parou para pensar no que
acontece para que o avião em que vai embarcar saia
e chegue com segurança ao seu destino?
Já pensou como várias aeronaves voando nos céus
do nosso Brasil, indo e vindo em várias direções,
fluem com segurança, pousando e decolando, uma
após outra, num preciso sincronismo? Pois saiba que
durante toda a sua viagem existem vários profissionais
que zelam para que a aviação continue sendo um
meio de transporte seguro: os Controladores de
Tráfego Aéreo.
Bem antes do seu embarque, o seu vôo já começou.
Enquanto o burburinho dos passageiros embarcando
toma conta da aeronave, e as comissárias estão super
atarefadas auxiliando-os, os pilotos já solicitaram,
via Torre de Controle, ao Centro de Controle de Área,
que é o responsável pelo controle da aeronave em
rota, a confirmação ou não da rota e nível de vôo
para o destino, inserindo todos estes dados nos seus
computadores responsáveis pela navegação da
aeronave, incluindo aí a subida inicial.
Logo após, quando os senhores estão acomodados
em seus lugares, e com os cintos afivelados, o piloto
solicita ao controlador de solo da Torre de Controle,
autorização para o "push-back" (que é o momento em
que aquele tratorzinho no solo dá um empurrãozinho
na aeronave para que ela chegue até a posição ideal
para iniciar o táxi) e o acionamento dos motores
começa.
Em seguida, após autorização do mesmo controlador,
inicia o táxi até a cabeceira da pista, onde geralmente,
outro controlador, após coordenação com o Controle
de Aproximação, autoriza a decolagem. O comandante
alinha a aeronave, aumenta a potência dos motores,
começa a rolar sobre a pista e, finalmente, está no ar.
O comandante recolhe o trem de pouso e passa para
a fase seguinte, chamando o órgão de controle que
vai controlá-lo durante sua subida inicial:
O Controle de Aproximação.
O Controle de Aproximação, embora tenha este
nome, é responsável pelo controle das aeronaves
que saem e que chegam e, também, que cruzam a
área sob sua responsabilidade, chamada de Área Terminal,
que se situam nas proximidades de aeroportos de grande
movimento. Geralmente, estão de olho em uma tela de
radar, gerenciando tudo o que acontece, enquanto, a bordo
da aeronave, as comissárias começam a se preocupar com
o serviço de bordo.
Antes de atingir o nível de cruzeiro, o controle da
aeronave é transferido para um órgão maior, que
engloba várias terminais, chamado Centro de Controle
de Área. Ele é o responsável pelo controle das
aeronaves que estão voando já em rota, chamada
aerovia, estando a aeronave subindo, descendo
ou em vôo nivelado. Geralmente, estes controladores
também estão de olho numa tela radar, com várias
aeronaves sob sua responsabilidade.
...enquanto você lê, calmamente, as últimas notícias
sobre política ou economia, ou simplesmente aprecia
a paisagem. "Que maravilha o sol no horizonte... O
serviço de bordo estava ótimo..." Então, dá uma
inclinadinha na poltrona e, quem sabe, tira até um
cochilo" Que tranqüilidade! Tudo está sob controle...
literalmente.
Mas, é chegada a hora de iniciar a descida. O piloto,
depois de obter autorização do Centro de Controle de
Área, inicia sua suave descida, cerca de 300 km do
aeroporto e, aproximadamente a 20.000 pés de
altitude, é transferido para o Controle de Aproximação
do aeroporto de destino. Mas, você não está sozinho.
Existem outras aeronaves que chegaram quase ao
mesmo tempo vindo de outras cidades, às vezes de
outros países, e vão para o mesmo lugar.
É um grande funil. E agora?
Os Controladores irão colocá-los um após outro,
depois de vários cálculos e instruções, numa linda fila,
(pelo menos para nós, quando vemos todos alinhados,
separados entre si cerca de 10 km) para que cheguem
tranquilamente. Quando estiver a, aproximadamente,
10 km da cabeceira, o Controle e Aproximação lhe
transferirá para a Torre de Controle, que autorizará
o seu pouso.
Alguns minutos depois, seu avião está no solo, o
piloto aciona o reverso e livra a pista, chamando o
Controle de Solo, que vai orientá-lo até o estacionamento.
Desligam-se os motores. O sinal de apertar os cintos se desliga.
Fim de mais um ciclo...mas, brevemente, vai começar outro.
Você, sorridente, pega sua bagagem, cumprimenta
a comissária e, após a saída do avião, vai, feliz,
fazer o que precisa: um encontro de negócios, uma
semana na praia, o encontro com a família que
não vê há muito tempo. Quanta felicidade! Você
chegou são e salvo, mesmo que a viagem tenha
durado mais do que o previsto, pois, afinal de contas,
havia outras aeronaves. Você não estava sozinho
no ar. Outras tantas pessoas também esperaram
para realizar o mesmo objetivo: chegar.
Enquanto isto, nas Torres e Salas de Controle, dezenas de
Controladores se sentem realizados por
mais um ciclo fechado, mas não tem muito tempo pra
comemorar, pois existem outros ciclos em andamento.
E eles, com certeza, vão se fechar da mesma forma:
Um pouso tranqüilo no aeroporto de destino.
Nos outros dias em que embarcar em um avião,
seja a negócios ou a passeio, lembre-se que, além do
ambiente frenético do aeroporto, com seus pilotos,
comissárias, atendentes, vai-e-vem quase interminável
de pessoas e aviões, existem profissionais anônimos
que trabalham muito para que tudo isto aconteça:
O Controlador de Tráfego Aéreo.
Boa Viagem!

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